Em consequência da Segunda Guerra Mundial, o "centro de gravidade" da arte ocidental mudou-se da Europa para a América do Norte, que acolheu com entusiasmo as idéias vanguardistas. Por abrigar o trabalho de alguns dos principais criadores da segunda metade do século XX, Nova York se equivaleu ao que era Paris no século XIX e no início do século XX.
 Entre os anos de 1950 e 1960, as tendências mais significativas foram o Expressionismo Abstrato e a Pop Art, que apresentavam elementos europeus, mas encontraram na América sua genuína expressão.
Pop Art é o nome que se deu à tendência artística que usa objetos e assuntos comuns como latas, sanduíches, tiras de história em quadrinhos, anúncios, embalagens, cenas de TV, como fontes de inspiração e que foram fisicamente incorporados ao trabalho. Eles se utilizam de novos materiais, misturando fotografia, pintura, colagem, escultura, assemblage ( colagem em 3 dimensões ). Colagens e repetições de imagens em série são características das obras e os temas são os símbolos e os produtos industriais dirigidos às massas urbanas: tampinhas de garrafa, pregos, automóveis, enlatados, os ídolos de cinema e da música, produtos descartáveis, fast food.
Esse movimento surgiu na Inglaterra, por volta dos anos 50, mas realizou todo o seu potencial na Nova York dos anos 60, quando dividiu com o minimalismo as atenções do mundo artístico.
Pop Art é uma abreviação do termo inglês "popular art "( arte popular ). Não significa arte feita pelo povo, mas produzida para o consumo de massa.
  A fonte da criação para os artistas ligados a esse movimento era o dia-a-dia das grandes cidades norte-americanas. Com o objetivo da crítica irônica ao bombardeamento da sociedade capitalista pelos objetos de consumo da época, ela operava com signos estéticos de cores inusitadas massificados pela publicidade e pelo consumo, usando como materiais principais: gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, fluorescentes, brilhantes e vibrantes.
Os recursos expressivos da pop-art são semelhantes aos dos meios de comunicação de massa, como o cinema, a publicidade, a TV e desenhos em quadrinhos.
Um exemplo bastante ilustrativo é o trabalho feito por Andy Warhol (1930-1987), que realizou, a partir de uma fotografia de Marilyn Monroe, uma seqüência de imagens dela que, apesar das alterações nas cores, permanecem invariáveis.

Diz-se que a Pop art é o marco de passagem da modernidade para a pós-modernidade na cultura ocidental.


Alguns trabalhos no estilo Pop Art:









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Frann Maia-Arte Educadora

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