A invenção da escrita.
A escrita propriamente dita só surgiu por volta do ano 4.000 a.C na Mesopotâmia, uma região localizada entre os rios Tibre e Eufrates, no Oriente Médio, onde hoje é o Irã e Iraque, berço das primeiras civilizações.
Em um vale de terras férteis, cercado por desertos, apareceram povos como sumérios, acadianos, amoritas, assírios e caldeus.
Foram os sumérios e, mais tarde, os babilônios e assírios, os quais falavam a mesma língua, o acadiano, que criaram e desenvolveram a primeira forma de escrita.
A necessidade de contabilizar as oferendas dos templos estimulou a criação do registro escrito, primitivamente cunhando ideogramas, desenhos de objetos que representavam idéias, base da chamada escrita cuneiforme.
Mais tarde, os sacerdotes passaram a representar sons por meio de sinais gráficos, dando origem à escrita fonética.
 Atrelada ao Estado, a escrita permitiu o desenvolvimento civilizacional pleno, pois o trabalho pode ser organizado para canalizar os rios e irrigar as plantações, assim como para construir cidades e palácios.
Portanto, ocupou, desde o inicio, um papel político e religioso, restringindo o acesso à escrita a uma pequena elite que controlava o destino da ampla maioria da população.
Desde seus primórdios, a escrita fui usada para controlar os mais humildes, quando somente a nobreza, sacerdotes e escribas eram versados na arte da escrita.
Estes últimos eram funcionários públicos responsáveis pelo registro escrito dos negócios do Estado, passando seus conhecimentos de pai para filho, guardando os segredos do letramento a sete chaves.
A escrita cuneiforme, assim chamada por seus caracteres possuírem forma de cunha, era complexa e exigia profissionais extremamente especializados.
Para começar ainda não existia papel, o que exigia que as informações fossem registradas em tábuas de argila.
Os ideogramas e letras eram desenhados na argila molhada, depois as placas tinham que ser cozidas, formando peças de cerâmica.
A escrita cuneiforme não tinha nenhuma semelhança com nosso atual alfabeto de 26 letras (incluindo k, y, w), era composta por 2.000 sinais diferentes, reproduzindo uma linguagem culta, somente utilizada pela elite, embora os símbolos mais utilizados estivessem restritos a 300 caracteres.
Fonte:Para entender a História

0 comentários:

Quem escreve...

Quem escreve...
Frann Maia-Arte Educadora

Postagens populares

Seguidores

Google+ Followers

Total de visualizações de página

Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog